Vamos ao que todos querem saber: a Sabrina anda rebolando sim. Mas vou começar com a viagem. Fomos em três: eu, pablo e em carazinho entrou Felipe. O ônibus Helios era ruim pra caralho mas a estrada era pior.E como tudo que tá ruim sempre tende a piorar, tudo naquela viajem fedia a esterco, principalmente de Carazinho a Não Me Toque. Estradas rurais costumam ter cheiro de "natureza" mas aquilo era exagero. Pra aromatizar o ônibus tinha uma velha cheirando a asa que gentilmente pediu pro Felipe "retirar a sacola" e sentou do ladinho dele. Maravilhosa e educada aquela senhora, inesquecível os momentos de agonia que passamos com ela.
Chegamos na maravilhosa NMT eram umas seis horas, creio eu. Ligamos pra Sabrina e descendo do ônibus encontrei um Banco do Brasil, fiquei feliz pois eu tinha só 8 pila e não teria dinheiro nem pra voltar. Dentro do banco tinha dois grampeadores que salvaram minha vida e pude arrumar minha mochila que tava com a alça estorada. Grampiei a alça estorada que tá até agora aqui, firme. Peguei o dinheiro e sentamos na praça esperando a Sabrina. O primeiro carro que passou naquela rua foi um fusca, buzinando com uma garota meio estranha dirigindo, chegou perto de nós:
- Amigos da Bia?
- Até que sim..
O fusca encosta e desce a Sabrina, rebolando. Fomos pra casa dela caminhando e o fusca sumiu pela avenida. Chegando na casa dela, tudo foi maravilhoso: o quarto era grande, ninguém ia dormir em colchonetes, tinha travesseiros, um banheiro, sabonete, anjinhos e fotos da Sabrina seminua por todos os lados. Se fosse pra botar algum defeito nessa generosidade que a Sabrina tem, eu reclamaria daquele chuveiro vesgo. Porra que coisa complicada foi tomar banho, ele molhava tudo menos onde eu tava. Tomamos um banho, durmimos um pouco, incomodamos muito a Bia até que conseguimos ir pra casa da amiga dela pra ver todas as garotas se arrumarem juntas. E quantas garotas por sinal. Tinha umas sete ou dezessetes garotas, todas com nomes estranhos, umas altas outras baixas mas todas de poucos quilos. Beijinho pra cá, beijinho pra lá, vi que não ia comer ninguém ali e comecei a beber.
Depois de muito álcool, muitos nomes pra decorar eu vou ser sincero: só lembro que uma era Dani, outra gostava de Kalypso (é assim?) e tinha também uma loira. Rumo a festa, sem comer ou pegar alguém eu já estava decepcionado e preocupado, mas ainda ia piorar. A Sabrina chutou meu saco no caminho da festa. Só tenho uma coisa a dizer sobre isso: que bunda meus amigos, que bunda.
Com certeza essa foi a parte mais chata das histórias, o melhor aconteceu na festa, quando eu tentei comer todo mundo. Amanhã eu escrevo mais, "não é minha gente?"
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