Apenas ouvi, sem argumentos, sem chão, escutei. E não tava mais disposto a tentar fazer ela mudar de idéia, sem saber pra onde olhar, olhava pro meus pés, para a janela e para ela. Um loop infinito que ela deve ter percebido. Foi um não, o não mais gentil que eu já vi alguém dizer, mas um não.
Não tinha como ficar puto da cara, o brilho nos olhos, o sorriso de compreensão e a beleza simples de sempre. "Que falta faz uma mulher para arruinar minha vida", Dahmer. Eu não queria mais ficar ali. Apesar do aconchego do abraço, não era real. Não como eu queria. 
Mulheres bonitas, por que fazer doce, em noites tão frias?
Eu deveria ter beijado ela aquela noite, ela que me disse. Meses depois. Junto com um "tu desiste fácil". Olhe, pense, sinta, faça. Ou não pense, sinta e faça. Aproveite, não complique. Ontem fui eu que sorri, um sorriso de compreensão e dei um abraço gentil. Agora não importa mais, garota.
Querem mimo vão pra casa da vó, caralho.
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