Giulianna, sua noiva, já havia pedido para ele largar esse emprego. Ele conseguiria algo melhor no escritório do sogro. Orgulhoso como todo o italiano, queria “fazer fortuna” por conta própia e por isso aceitou aquele emprego que de início, parecia promissor.
Decidido a sair dessa vida enquanto limpava a as mãos sujas de sangue em um pano que um dia já foi branco. Olhava para o reflexo dos seus olhos na faca e lembrava do trabalho do dia. Enquanto ele passava a faca pela jugular para o sangue todo escorrer, percebeu que tinha vida ali. Se esperneava, o som que tentava passar entre a lâmina e a garganta era alto e incomodava. Abriu o bucho e o deixou lá, sangrando até a morte. Tinha dessas, as vezes eles mandavam uns vivos e sobrava para ele terminar o serviço. E não era exceção isso acontecer, mas aquele serviço não era o dele.
Já com as mãos limpas porém com a roupa de trabalho manchada de sangue entrou no escritório do chefe.
- Olá Fabriccio – Falou o chefe com sua natural calma.
- Oi Chefe. Tudo bem?
- Tudo. Posso ajudar Fabriccio?
- Chefe... – disse enquanto se sentava.
E contou os problemas com horários, a insatisfação com o serviço e o subtrabalho. Ele poderia fazer mais que isso, ficar lá passando a faca e esperando que morressem não era o que ele queria. Quando ele ntrou para o negócio achou que a subidafosse mais fácil, que o trainee fosse durar menos. Mas estava já a dois meses no mesmo “setor” e nada mudou. Ele queria gerenciar.
Saiu do negócio e nunca mais trabalhou como açogueiro.
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